English

UM THROTTLE CASEIRO PARA USO NOS SIMULADORES DE VÔO

Construa você mesmo este prático throttle para usar com seu simulador de vôo preferido, usando material fácilmente encontrado no comérico e por um preço bem irrisório.


Material

Montagem

Para montar o throttle, usei uma caixa seletora que normalmente se usa para ligar duas impressoras em um computador (ou para dois computadores usarem uma mesma impressora). Consta, basicamente, de uma caixinha metálica equipada com uma chave seletora de duas teclas (entradas A e B) na parte dianteira (figura 1). Na parte traseira existem dois conectores DB25 fêmea para as duas entradas e mais outro igual para a saída para o computador (figura 2). Com isso, posso usar dois joysticks (no meu caso, um manche G-Force para uso no Flight Simulator e outro Stick para uso em outros jogos) sem a necessidade de estar tirando e colocando os conectores. Basta um toque de tecla para selecionar um ou outro.

Tenha o cuidado de escolher bem a sua caixa seletora, pois existem alguns fabricantes que, por medida de economia, não utilizam todos os 25 condutores, e sim apenas aqueles necessários para uma porta parelela. Neste caso, você será obrigado a completar os condutores que estão faltando.

Figura 1
Caixa seletora com o throttle interno

Figura 2
Parte trazeira da caixa seletora

Como os conectores para as portas de jogos são do tipo DB15 e como eu não queria ter o trabalho de trocar os DB25 para os DB15, resolvi fazer dois adaptadores que convertem as entradas DB25 em DB15 (figura 3). Simplesmente soldei um conector DB15 fêmea de costas para outro conector DB25 macho, centralizado nos seus contatos, de maneira que os mais externos do DB25 não sejam usados.

Para ligar a caixa seletora no computador, construí um cabo com um conector DB25 macho que vai na caixa seletora e na outra extremidade um conector DB15 macho (figura 4), para ligar na entrada de jogos do computador (ou na extensão em Y dos pedais). O esquema de ligação dos fios é o mesmo usado na soldagem dos conectores e o seu comprimento não deve ser maior do que 30 cm.

Figura 3
Adaptador DB15/DB25

Figura 4
Cabo DB15/DB25

Com a tira de alumínio, fiz um suporte e fixei o potenciômetro dentro da caixa (figura 5). Fiz um furo na tampa, de maneira que o eixo do potenciômetro ficasse exposto para fora, para ser fixada a alavanca.

Identifiquei os condutores que levariam o sinal do eixo X do Joystick B, correspondendo aos pinos 9 e 13 do conector DB15. O condutor do pino 9 soldei no centro do potenciômetro e o condutor do pino 13 soldei numa das pontas do potenciômetro. Testei para ver se a direção de aceleração estava correta. Se estivesse invertida, bastaria soldar este condutor na outra extremidade do potenciômetro.

Como o curso do potenciômetro é de uns 290 graus, fixei uma tira de aço formando uma abraçadeira no eixo do potenciômetro para que servisse de batente (um parafuso que mais tarde substituí por um micro-switch), limitando seu curso em 170 graus, mais ou menos (figura 6).

Na figura 7 você pode ver o esquema geral das ligações de um manche com o throttle e os pedais. Clique na imagem para vê-la ampliada com todos seus detalhes.

Figura 5
Detalhe do potenciômetro já montado.

Figura 6
Detalhe da abraçadeira e do micro-switch batente.


Figura 7
Esquema geral do conjunto Manche-Throttle-Pedais (clique na imagem para vê-la ampliada).


Para fixar a caixa na parede da estante onde está instalado meu equipamento, fiz dois furos especiais no fundo da caixa seletora (veja figura 8 - clique na mesma para ampliá-la) e fixei dois parafusos com cabeça larga na lateral da estante com espaçamento igual aos furos e deixando as suas cabeças para fora, numa altura igual aos pés de borracha da caixa. Para fixar a caixa, encostei-a na parede sobre os parafusos até que eles se encaixassem nos furos e deslizei a caixa bara baixo até ficar fixada (figura 9).

Finalmente, como manete do throttle, utilizei uma manivela de plástico que acompanha os cartuchos de toner da impressora HP Laserjet II. Esta peça serve para remover o lacre do cartucho, sendo depois descartável. Inicialmente, eu havia usado uma manivela de levantar vidros de Fusca, mas ficou muito grosseiro.

Figura 8
Detalhe da fixação da caixa
(clique na imagem para vê-la ampliada).

Figura 9
Detalhe da caixa em seu lugar
(clique na imagem para vê-la ampliada).



Adicionando outros comandos ao throttle

Na figura 6, você pode ver que existe um micro-switch (switch 1 na figura 7) que pode ser acionado pelo batente do potenciômetro, quando a alavanca do throttle é trazida toda para trás (para seu ponto de mínima aceleração).

Uma pressão a mais para trás acionará o micro-switch que irá colocar em contato dois condutores de um relé de três polos. Um de seus polos irá colocar em curto dois condutores que veem da tecla F2 do teclado (acionando o reverso em jatos e turbo-hélices) e os outros dois polos irão colocar em curto as teclas F11 e F12 do teclado (acionando os freios esquerdo e direito da aeronave). Estes mesmos condutores, também estarão em paralelo com outros dois micro-switches que podem ser instalados nos pedais esquerdo e direito, de maneira que, ao acionar um pedal até o seu curso máximo, ele também dispare o freio correspondente.

Uma outra versão é a inclusão de uma chave de alavanca inversora de uma posição neutra central (switch 2 na figura 7), para selecionar o throtle original do manche (quando este tiver disponível,como no caso do G-Force) ou o throttle da caixa. Nesse caso, o condutor do pino 9 do conector DB15 de saída será ligado no centro desta chave inversora. Uma das pontas da chave (esquerda) será ligada com o pino 9 do outro conector DB15 de entrada e a outra ponta da chave será ligada ao centro do potenciômetro. As posições da chave selecionarão então:

  • esquerda: throttle original do manche
  • centro: nenhum (útil quando se usa o piloto automático com auto-throttle)
  • direita: throttle caseiro da caixa.

Bons vôos e se tiver ainda alguma dúvida é só perguntar.