Aula 07 – Procedimentos IFR com o VOR

Os procedimentos IFR que utilizam o VOR pouco diferem dos procedimentos  NDB. Basicamente teremos em alguns procedimentos o fim do afastamento expresso em termos de distância DME. Veja como é a órbita no VOR:

 

Note que no final da perna de afastamento temos que fazer curva para  a DIREITA, apesar do CDI estar deflexionado para a esquerda. Lembre-se de que estamos voando em um rumo oposto ao selecionado e que estamos de fato à direita do CURSO 090 para o VOR. O resto da órbita é igual ao NDB .Caso você tenha esquecido da acionar o cronômetro, selecione uma radial  30 graus menor que o rumo  da perna de afastamento ( no caso de órbita para a direita) e espere centrar o CDI. Quando centrar faça a curva. Alguns procedimentos requerem que a órbita seja feita em um fixo definido em termos de radial e distância de um VOR. Nestes casos, devemos ao atingir a distância do fixo, efetuar a curva para o rumo da perna de afastamento. Como não há como determinar o través do fixo, você deverá iniciar a cronometragem ao estabilizar no rumo da perna de afastamento ou então ao atingir a mesma distância  DME do fixo. O que ocorrer por último. O resto é exatamente igual  à orbita NDB convencional.

Os procedimentos de descida IFR baseados no VOR são basicamente idênticos aos baseados no NDB. Vamos  analisar os detalhes da descida  VOR DELTA 3  para a pista 29 de Presidente Prudente (SP). No perfil horizontal, após autorizados pelo APP, deveremos nos afastar na radial 140 do VOR PRR até uma distância de 5 Nm DME. Note que aqui o fim do afastamento foi definido em termos de radial e distância DME, mas em alguns procedimentos VOR ele pode ser definido em termos de radial e tempo de afastamento. Após 5 DME faremos curva a esquerda para interceptar a aproximação final, que é o CURSO 298 (298 TO) ou radial 118.

 

Veja agora o perfil vertical da descida:

 

Note que neste procedimento, após o bloqueio do VOR já podemos começar a descida. Deveremos ao final da curva base estar a pelo menos 3000 pés. Note que há outro fixo na aproximação final, definido pelo curso 298 e 2.6 DME. Deveremos passar esse fixo a ou acima de 2300 pés. Veja que para cada velocidade na aproximação final há uma razão de descida  determinada. A MDA é de 1970 pés. Se ao atingirmos a MDA não avistarmos a pista, devemos iniciar a aproximação perdida. O procedimento de aproximação perdida é subir para 4000 pés na radial 298. Por serem mais precisos que os procedimentos NDB, os mínimos de teto e visibilidade para um procedimento VOR geralmente serão mais baixos.