maio 12th, 2012

Twitadas da semana de 2012-05-12

by Righetto

abril 4th, 2012

Alguns Hacks sortidos para o #SGS2

Cortesia do @Rizdroid.

Se vc quiser transformar em ZTO, tem q usar o código *272*seu IMEI# e selecionar ZTO. Faça backup antes, pois resulta em full wipe.

Códigos… PCode = *2767*4387264636# PDA/PHONE/CSC = *#1234#

Então o root é tttlperoot_20MAR

BTW, depois da revisão q fizemos no código do fguy @ XDA ( (cont) http://tl.gd/gomb3k

…ou simplesmente “montar” o file system no Linux! rs #EXT4_UTILS #AOSP http://forum.xda-developers.com/showthread.php?t=1081239

ki dummies, ki nada! É mamão com açúcar! rs Vc tá com root via factoryfs, né? 1) Faça (cont) http://tl.gd/gkktcn

Tem q baixar o fw, extrair o factoryfs dele, convertê-lo em ext4 e olhar no build.prop… http://forum.xda-developers.com/showpost.php?p=23334371&postcount=65

Nem precisa, pois as ferramentas pra brincar com os img do SGS2 são AOSP: ext4_utils… de qq forma: http://bit.ly/iIJcgV

SGS2 users da TL: ==> Samsung Galaxy S 2 i9100 Screen Repair & Teardown http://youtu.be/k6Y6an6D2PE #InformaçãoÉpoder

Vc diz pra eu fazer reset master no S2? // full wipe = Home + Vol Up + Power

nível da batt… // 100%, é um hábito q adotei desde q o #Stone deu “Battery Low Cannot Program” http://yfrog.com/h4djguvj

by Righetto

abril 2nd, 2012

Se eu tivesse medo de voar…

Pois é, e se eu (ou você que me lê) tivesse medo de voar? Teriamos estas reações ou isso ai é algo exagerado, uma “caricatura”? Deixe o seu comentário ao no fim.
O fato é que esbarrei neste texto/crônica na internet (creditos no fim) e achei legal compartilhar com vocês.

 

Não é necessário que fiquem me lembrando que posso morrer a qualquer momento. Posso espirrar de tal forma, e estourar uma das veias do cérebro. Posso tropeçar no meu próprio calcanhar e bater a fonte da cabeça no corrimão de uma escada. Posso engasgar com minha própria saliva e tossir até perder todo o ar. Sei disso tudo. Não precisa ficar esfregando na minha cara a fragilidade da minha vida. Mas em voos de avião fazem isso com prazer, concorda? Comissárias de bordo, pilotos, comandantes, adoram deixar você em pânico. O desespero não começa dentro do avião. Começa no check-in:
- O senhor pode informar o nome e o telefone de um conhecido que não esteja nesse voo?
- Por que? Ah já sei! Essa porra vai cair e alguém terá a dura missão de comunicar a tragédia a família, não é isso?
Com o check-in feito, o próximo passo do pânico é no embarque. A moça confere seu cartão de embarque com aquele sorriso na cara. Aquele sorriso tentando te acalmar, te confortar. E se ela quer te acalmar é porque sabe que você está nervoso. E se sabe disso e sorri, é que concorda. E se concorda, sabe que aquela porra vai cair. Aquele sorriso te recepciona para a vida eterna:
- Pode embarcar, senhor. Primeira porta…
- Calma, ainda não me despedi dos familiares.
Dentro do avião parece o purgatório. Todos tensos, parecem esperar pelo juizo final. Os cristãos fazem o sinal da cruz. Os que não seguem nenhuma religião se arrependem:
- Atenção tripulação, preparar para decolagem.
- Puxa vida! Eu devia ter dito mais a minha mãe o quanto a amava.
E decola. Você olha pela janela e só vê nuvens. É, literalmente, o céu. Mas você ainda tá dentro do avião. E inteiro. Logo, não morreu:
- Aceita, senhor? Uma bebida? Um lanchinho?
- Por que? Por que tá sendo tão simpática comigo? Tá me escondendo alguma coisa. Fala. O que você tá sabendo? Vamos morrer né?
- Calma, senhor. Aceita uma água?
- Com açúcar.
Eles servem comida em avião, não para que você sacie sua fome. Mas para que esteja distraído enquanto tentam reanimar o motor do avião, ou o piloto.
Tem aviões que mostram um vídeo de como proceder caso o avião esteja caindo, ou pegando fogo, ou algo do tipo. O vídeo é protagonizado por pessoa bonitas e felizes usando máscaras de oxigênio, dentro de um avião insolarado, num céu azul e calmo. Por um momento você olha e pensa “Ah! Seria até divertido se essa bagaça caísse, né?”. É o vídeo mais hipócrita que eu já vi.
- Senhores, os assentos deste avião são flutuantes.
- Ué! Mas peraê. Estamos sobrevoando Minas Gerais. Aqui nem tem mar. Os assentos flutuam no ar?
Eu nem vou ao banheiro de aviões. Morro de medo de dar descarga naquele negócio e o avião virar do avesso. Se o voo for do Rio a Tókio (que seja) me seguro até lá. Faço xixi no oriente.
- Tripulação, pouso autorizado. Preparar para aterrissar.
- Pode parar aqui mesmo. Aqui tá pertinho de casa já… só um pulinho.

Crédito: Tumblr do Will Sem Compromisso!

by Righetto

março 7th, 2012

Cracks nas asas do A380. Delaminação da fuselagem do 787

Notícia fesquinha

SEATTLE (Reuters) – Boeing Co has inspected five 787 Dreamliners for a recently discovered flaw in the fuselage . Last month, Boeing reported signs of “delamination” on the rear fuselage of some 787s. Delamination occurs when stress causes layered composite materials to separate.

The plane maker is inspecting the first 55 B787s built before the problem was discovered and will repair them as needed.

Boeing has said it will take 10 to 14 days per plane to repair. The problem caused some experts to again question the production rate target. Boeing has said the repair may affect deliveries in the first part of 2012, but not in the longer term..

“We will touch every single airplane,” said Loftis, the former leader of Boeing’s successful 777 airplane program.

The Dreamliner is the world’s first commercial airplane with an airframe made largely of light-weight carbon composites. It boasts unprecedented fuel-efficiency and is a hit among customers who have ordered about 870 of the planes.

However, the plane is about three years behind its original development and production schedule. The Dreamliner’s development was disrupted several times by problems with suppliers, such as a delay in the availability of a Rolls-Royce engine needed for the final phases of flight testing.

Boeing, the world’s second-largest commercial plane-maker after EADS unit Airbus, made first delivery of a Dreamliner last year to All Nippon Airways and is ramping up the production rate to 10 per month, a target many experts believe to be unattainable.

Delaminação do 787, cracks nas asas do A380.

Chegamos ao limite da ciência da tecnologia dos materiais versus economia de mercado. Preparem-se, só vai piorar.

Com os modernos processos de CAD-CAM temos limites estreitos de coeficientes de segurança. Afinal mais segurança (ou segurança além do mínimo requerido pelos órgãos regulamentadores) significa mais peso, mais peso significa mais custos/gastos.

Sinto saudades da época da régua de cálculo, onde não tinhamos coeficientes de segurança e sim corficientes de cagaço. O que não impediu, ainda assim, desastres como os do Electra II…

Modernas técnicas de contrução aliadas a fatores econômicos: derrubando aviões desde a década de 1950.

by Righetto

março 1st, 2012

P-3AM da FAB pega fogo com tripulantes em Salvador

P-3AM Orion da FAB. Créditos da foto: Força Aérea BrasileiraAnimadas as coisas lá pros lados do 1º/7º GAV, Esquadrão Orungan.

O esquadrão irmão do Phoenix (2º/7º GAV) aqui de Floripa teve um princípio de incêncio (?) a bordo num dos seus novíssimos P-3AM Orion.

Imagino que as aeronaves ainda estejam dentro do período de garantia do fabricante, a EADS-CASA (GAC-CASA), que executou o serviço de conversão das células do P-3A Orion da US Navy para o padrão P-3AM Orion da FAB.

O site Poder Aéreo entrou em contato com o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, solicitando mais informações a respeito do ocorrido, recebendo a seguinte resposta:

 

Prezado jornalista,Com relação ao seu pedido de informações, o Comando da Aeronáutica esclarece que:Por volta das 20h40 de segunda-feira (27/02), uma aeronave P-3AM, da Força Aérea Brasileira realizava voo de instrução nas imediações do aeroporto internacional de Salvador, quando foi detectado pela tripulação indício de fumaça na cabine da aeronave. Os tripulantes realizaram os procedimentos de segurança previstos e pousaram normalmente, sem qualquer tipo de dano aos tripulantes ou ao avião.

Por medida de segurança adicional, foram acionados os bombeiros do aeroporto, procedimento protocolar previsto para situações dessa natureza. Cabe destacar que nenhuma ação externa foi requerida por parte dos bombeiros do aeroporto, somente o acompanhamento rotineiro.

Conforme normas do Comando da Aeronáutica, os equipamentos de bordo serão submetidos a procedimentos de verificação de falhas e em breve a aeronave em questão retornará à condição de vôo.

CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA AERONÁUTICA

Assessoria de Imprensa

 

by Righetto

fevereiro 11th, 2012

O caminhão “atropelou” meu avião, e agora? Como se faz a “lanternagem”?

Com a gentil permissão do Lito, reproduzo aqui mais um posto do blog Aviões e Musicas. Se quiser ver o original, é só seguir este link.


Ontem, mal cheguei de viagem, e já havia virado notícia o incidente com um caminhão de comissaria e uma aeronave da GOL.
As manchetes rolavam no twitter / jornais / TV sobre o inusitado “atropelamento” de um avião por um caminhão.

É uma tristeza informar, mas isto não é tão raro de acontecer. Todos os dias, em algum lugar do mundo, dezenas de aeronaves são atingidas por veículos de solo (Ground Equipment) e há até debates na IATA(International Air Transport Association) sobre quem devria pagar a conta.

Não vou entrar em detalhes sobre os fatores humanos envolvidos nestes incidentes, mas vamos dar uma pincelada no aspecto técnico: como se faz para consertar um avião que foi “batido” no solo? Como saber se pode voltar a voar com segurança?

Bem, a primeira parte do processo se chama “Inspeção”. A aeronave é levada a um hangar onde é “despida” de seus revestimentos para que os inspetores possam ver claramente a estrutura.

Neste tipo de serviço, entra em campo o principal manual estrutural: o SRM (Structural Repair Manual). Este manual é a bíblia que dita tudo o que pode ser consertado pela manutenção em relação a reparos estruturais.
É um manual que requer um certo tempo de experiência em manutenção para ser compreendido, pois há muitos detalhes intricados e que precisam de atenção redobrada e conhecimento de desenho técnico.

Através do SRM toda e qualquer área da aeronave pode ser identificada e localizada. Quem viu o vídeo na Globo deve ter percebido umas marcações na fuselagem (foto abaixo).

O que seriam estas marcações?

Marcações de inspeção na fuselagem

Zonas e estações de fuselagem

Pelas duas fotos acima (frames do filme da Globo) é possível ver as marcações de estações da aeronave e o que foi identificado de problema pela inspeção inicial. Podemos ler “STA 727J” e “STR Cracked”, significando que logo atrás da Estação 727J foram encontradas rachaduras nos stringers em virtude do choque.

Stringer?? O que é isso?
Abaixo uma foto mostra os stringers (correm longitudinalmente) e cavernas que ficam por trás da chapa da fuselagem e que você nunca vê:

Stringers e cavernas

E onde seria esta estação 727J que aparece no vídeo da globo?

Bem, entra aí novamente o SRM e suas localizações. Na imagem abaixo eu colei várias páginas do SRM para formar uma imagem só da fuselagem de um 737-800 e para que vocês possam ver como a fuselagem é dividida em estações espaçadas por 20 polegadas, e em vermelho está a referida 727J onde houve a colisão:

Estações de uma aeronave – Clique para ampliar

Curiosamente, a colisão ocorreu do lado esquerdo do 737, onde veículos de comissaria não trafegam (o carregamento de alimentos é sempre pelo lado direito da aeronave no caso dos 737).

Uma vez que a inspeção localiza e detecta os danos, estes são medidos em 3 eixos (largura, comprimento e profundidade) e comparados com uma tabela do SRM de identificação de área do dano. Dependendo destes dois fatores, o tamanho e a área (e obviamente o tipo de dano, se é rachadura, torção, amassados, mossas,etc), chega-se a conclusão se o dano observado pode ser reparado de acordo com as instruções do próprio SRM ou se o setor de engenharia da empresa vai entrar no circuito de decisão e reparo.

A figura abaixo mostra um exemplo de identificação de área: percebam que estruturas secundárias são mais fáceis de reparar ou substituir, ao passo que estruturas primárias envolvem um procedimento chamado de “major repair”, muito mais complexo e geralmente com instruções e desenhos de engenheiros.

Após a identificação e plano de reparo (as vezes necessitam de aprovação do próprio fabricante, Boeing ou Airbus), entra em cena um tipo de mecânico muito valioso para as empresas: o “chapeador”.

O chapeador é o cara que tem proficiência em reparos com lâminas de aluminio, furadeiras pneumáticas, grampos cleco, tipos de rebites, selagem, etc.

Bons profissionais nesta área são difíceis de formar e altamente disputados entre as empresas (fica a dica: se você é bom em ferramentas de precisão (paquímetros, filler gages, etc) e tem mão boa para furadeiras e rebitadeiras, especialize-se em chapemaento e o futuro está garantido..rs).

Esta é uma função de manutenção que requer especialização, você nunca vai ver um chapeador mexendo num motor de avião.

Com os reparos feitos, o acréscimo de peso é incorporado nos documentos operacionais da aeronave (aviões engordam quando envelhecem), novo cálculo de peso e balanceamento é publicado e a aeronave está pronta para singrar os ares com segurança até o próximo dano.

Update: Alguns comentários questionando se o incidente tivesse ocorrido com o 787, como seria?

Para quem não sabe o Boeing 787 é o primeiro avião comercial de passageiros a empregar materiais compostos até na fuselagem. Em caso de abalroamento por veículos de solo, o 787 suporta choques muito mais violentos SEM que sua estrutura seja abalada. A maneira com que as camadas de material composto são unidas criam uma resistência para o material até 5 vezes maior que o aço, que como sabemos é muito mais resistente que o alumínio.

Mas se o choque abalar a estrutura do “composite”, a maneira de se fazer o reparo é totalmente diferente, bem como o ferramental. A Boeing desenvolveu “patchs” (remendos) de aplicação rápida que em alguns casos dispensará até o uso de forno para curar as resinas. E quem será capaz de fazer estes reparos? Oras, os memos técnicos que já fazem reparos estruturais hoje, só que treinados em outra especialidade. Ainda não estudei todos os detalhes dos reparos no 787, mas vi que ele possui “fasteners” também (uma espécie de rebite), a diferença é que os limites para os materiais compostos são muito mais restritos.

by Righetto

janeiro 17th, 2012

178 segundos

Se você algum dia se sentir tentado a decolar com tempo duvidoso e não estiver habilitado a voar por instrumento, ou ainda, se o seu avião não está equipado para vôos IFR, aborte seus planos. Fique em casa com sua família, ou prossiga a viagem por outro meio.  Se, apesar de tudo, você decidir decolar e perder o contato visual, comece a contar regressivamente a partir de 178 segundos (quase três minutos). É o tempo que um piloto sem certificado IFR sobrevive depois que entra em mau tempo e perde o contato visual com o solo.

Pesquisadores da Universidade de IIIinois (EUA) encontraram a resposta para esta pergunta. Simularam um vôo em tempo adverso com vinte alunos  “cobaias” e TODOS entraram em atitude anormal. Em apenas um aspecto o resultado foi diferente: o tempo que levaram para perder o controle. Esse tempo ficou entre 20 a 480 segundos, o que equivale a um tempo médio de 178 segundos até a perda do controle. Texto completo http://www.navegacaoaerea.com/page.php?12.

Lendo o texto, lembrei-me de quando fazia o curso de PP no Aeroclube de Sorocaba. O fato aconteceu no final dos anos 80.

Estava eu na casa das 10 horas de voo ou pouco mais, voando instrução no setor Whisk do morro Ipanema em Sorocaba. Tempo bom, sem vento, voo nivelado, momento propício, bem gostoso de voar. Então notei logo acima uma pequena nuvem e comandei uma subida leve, com clara intenção de experimentar o voo dentro de uma nuvem. Era sonho de infância.

Quando os primeiros “flocos” começaram a envolver nossa aeronave – um CAP4 prefíxo PP-DOS com seu “cockpit glass”, o instrutor logo assumiu o comando e num voo picado, fui levando uma grande bronca, cheia de detalhes sobre o avião, seus instrumentos básicos e possíveis consequências de minha atitude.  Mas era só um sonho… insisti em pensamento!!

Meia hora de bronca, me pareceu… Assustado, calado, sério e agora preocupado, me perguntava: “Caramba, acho que não fiz nada demais, esse cara tá exagerando… ou é muito medroso!! Era só uma nuvenzinha, pô!!!”.

Após voltar ao nível de voo anterior, o instrutor me devolveu os comandos e um pouco sem graça iniciei o retorno para o Aeroporto de Sorocaba. Terminamos de contornar o morro, sobrevoamos a pista da Fazenda Ipanema e com muita atenção e cuidado ingressamos no tráfego para pouso na pista 36.

Sempre acompanhado pelo instrutor, fiz o pouso completo e após livrar a pista serpenteamos pela pista de taxi. Estacionado, com o check-list na mão fiz a leitura em voz alta, manetes reduzidas, corte do motor, magnetos desligados, hélice na vertical, calços no lugar, abandono da aeronave. Eu continuei calado, sem argumentos, sem vontade para tentar justificar meu ato. Pairou um silêncio meio constrangedor pelo caminho do avião até a secretaria do Aero Clube – e assim caminhamos. Ao final, o instrutor disse “Um dia vou te mostrar o porquê da bronca”.

Semanas depois migrei para o Tupi, estava apanhando demais no “pouso-e-decolagem” com o DOS e não tinha a intenção de prosseguir voando profissionalmente. (Avião com trem de pouso convencional judia da gente…). Já adaptado ao novo equipamento, estava eu com esse mesmo instrutor voando o PT-RNV – Tupizinho nota 10 do Aeroclube. Agora vamos ao porquê daquela bronca anterior, voando o querido e incansável “dinossauro” PP-DOS.

Num voo de instrução local, nivelado alto pelo setor norte de Sorocaba, o instrutor me apontou algumas nuvens pequenas, mas grandes o bastante para o que ele queria me ensinar. Veio a pergunta: – “Você se lembra daquele dia no DOS, quando você quis entrar numa formação de nuvens? Então, agora vou fazer com que você entenda o motivo da bronca”. (Eu continuava achando que ele havia exagerado.) E prosseguiu: “Nós vamos entrar naquela nuvem, eu vou cobrir o ‘horizonte artificial’ para você e vou lhe perguntar nossa posição – se descendo ou subindo, se inclinado pra direita ou esquerda – e se estivermos inclinados você me dirá pra que lado e quais suas intenções, ok? TUDO ISSO MUITO RÁPIDO. RESPOSTA IMEDIATA OU PARAMOS A BRINCADEIRA.”
“Beleza”, pensei – eu sempre gostei de coisas desse tipo, um pouco mais de tempero. Alunos e manicacas sempre gostam dessas coisas… Bem, continuando… Aumentei o giro do motor empurrando a manete e subindo voei no rumo da formação. Em poucos minutos, era tudo branco e claro à minha volta. Adorei a situação, aquele momento único. Nivelados, eu de olho grudado no horizonte, motor de volta ao giro normal,  velocidade constante, tudo ótimo, lindo… Era o sonho de infância se realizando: voar dentro das nuvens, furar os flocos suspensos… Aí o comandante instrutor me corta o barato, me acorda do sonho, me faz voltar pra realidade… “Vamos lá… vamos começar!!”. Pegou minha caderneta de voo e tampou os instrumentos. Resultado: fiquei sem horizonte e sem indicador de velocidade, e então a lição começou – e meu calvário também…

Alguns segundos se passaram, os quais me pareceram longos minutos, e comecei a ouvir o ruído do vento aumentando.  Pelo ruído concluí que estava descendo, estava perdendo altura e decidi tirar um pouco de motor, e quando apliquei uma pequena correção puxando o manche, veio a primeira pergunta: “Que posição estamos??? Rápido!!!!”. Respondi: “Levemente inclinado para a direita e descendo. Vou fazer uma pequena correção pra esquerda”. “Ok” – respondeu o instrutor, seguido de mais um “Rápido!!!”. Beleza, seguro, me achei com pleno domínio sobre o avião, me achei o máximo – “eita cara bom de pé mão!!!” – pois não notei nenhum alarme nas feições nem na voz do meu instrutor. Então girei um pouco mais o manche para a esquerda e cabrando o avião suavemente, ouvi o ruído do vento aumentar. A essa altura eu ansioso buscava uma referência em algum lugar, dentro e fora do avião. Veio a segunda pergunta do instrutor – agora em tom mais alto e mais ríspido, afinal o momento assim o exigia – “Que posição estamos??”.

Com muita convicção eu lhe respondi: “Minha correção foi pequena, vou aumentar pra esquerda!!!”. Acho que sem perceber também aumentei o tom de voz, era o stress já se fazendo presente em tão curto espaço de tempo. (Dois minutos?)

Tão logo disse minha intenção e antes mesmo que eu a executasse, ele rapidamente tirou a caderneta de voo e voltei a ver o horizonte e o velocímetro. Tive um choque! Até aquele momento eu apostava todas as minhas fichas, a minha vida até – afinal eu (deveria) estar certo, minha percepção (deveria) ser 100% correta… E teria perdido minha vida e levado junto quem estivesse comigo.

Se estivesse sozinho, numa situação real, seguindo somente meus sentidos é certo que não estaria aqui para narrar essa história. Restaria apenas uma cratera no solo ou partes de avião espalhados pelos laranjais de Iperó ao ultrapassar a VNE (“Velocidade Nunca Exceder”). Eu voava exatamente o contrário de minha percepção! A verdade é que já estava inclinado para a esquerda em ângulo acentuado e com a manobra (supostamente) corretiva, iria aumentar ainda mais esse ângulo, teria entrado em voo de faca, em seguida de dorso e com comandos invertidos todos nós sabemos como seria trágico o final.

Enquanto pensava em tudo isso eu logo e rapidamente comandei para a direita, nivelei as asas e retomei a velocidade de cruzeiro, já na base da formação. “Uau!!!… Como é gostoso ver o verde do solo, o horizonte ao longe, as nuvens acima de mim, o sol brilhando à nossa direita… o céu de Sorocaba, o mais bonito do Brasil!!!”.  Com o avião sob controle, nivelado, velocidade padrão, eu apenas balançava a cabeça afirmativamente, repensando tudo aquilo.

Olhei para o instrutor que, calado e enigmático me olhava com um meio sorriso… Acho que nós dois estávamos convictos de uma coisa: ele cumprira sua missão de instrutor, e eu acabava de receber uma das melhores aulas que tive no meu período de aprendizado no Aeroclube. E simplesmente me disse: “Entendeu agora?”.

Sim, entendi e aprendi. Não se deve voar por instrumentos sem estar capacitado e habilitado; que é absolutamente inapropriado efetuar esse tipo de vôo em aeronave não equipada/homologada para IFR; que havendo os instrumentos não se deve confiar nos nossos sentidos. Para completar, nunca deixar de observar as condições meteorológicas, do terreno e os obstáculos por onde vamos voar.

Foi por esta experiência e por outros motivos mais que a minha admiração, reconhecimento, respeito e amizade por este Comandante e Instrutor ficaram solidamente cristalizados. Obrigado, nobre Comandante Grando.

Aluno: José Vaz da Costa
Instrutor: Cmte. Rosevaldo Grando (atualmente piloto e instrutor/checador do A330  na TAM – cerca de 25.500 horas de vôo)

Publicado com autorização!

by Righetto

dezembro 26th, 2011

O Pouso Sem Piloto

Essa história é boa!

O F-106 que ‘pousou’ sozinho depois da ejeção do piloto

Esse vídeo traz uma história bastante inusitada, como diz o texto em inglês que o acompanha. Trata-se de um exemplar de F-106 Delta Dart, principal interceptador de alto desempenho do Comando de Defesa Aérea da USAF nos anos 1960 e 1970, que fez uma aterrissagem de barriga sozinho após ter sido abandonado pelo seu piloto.

Em 2 de fevereiro de 1970, durante um treinamento de combate com três desses jatos manobrando agressivamente a 38.000 pés, o primeiro tenente Gary Foust perdeu o controle do caça ao tentar acompanhar uma reversão de alto G feita por outro piloto. Foust foi mal-sucedido na manobra no ar rarefeito, e seu caça entrou num parafuso chato. Sem conseguir sair do parafuso, o piloto ejetou a 15.000 pés, seguindo o aviso de um instrutor que estava num dos outros F-106.

Mas, por algum motivo, logo após a ejeção a aeronave saiu do parafuso e nivelou em voo normal. Na fonia, dizem que alguém até tirou um sarro do primeiro tenente: “Garry, é melhor você voltar para o seu avião.”

O caça acabou “pousando” sozinho em um campo nevado em Montana, e seu motor continuou funcionando por mais uma hora e quarenta e cinco minutos, segundo testemunhas oculares. Isso fez o caça se arrastar sobre a neve metro após metro, abrindo uma trilha. Surpreendentemente, o caça foi resgatado, reparado e voltou a voar, ganhando o apelido de “Corn Field Bomber” (bombardeiro do campo de milho).

 

 

Fonte: Poder Aéreo

by Righetto

dezembro 22nd, 2011

“O que é do gosto, regalo da vida.”

O provérbio português cabe bem nesta situação.

Ontem, 21/12/2011 o navio de desembarque anfíbio USS Oak Hill (LSD 51), da classe Harpers Ferry, atracou após 80 dias no mar. Como de praxe foi feito o sorteio de quem daria o “primeiro beijo” – o First Kiss – ao desembarcar. Sim, foi sorteado, e os marujos que querem ter a honra alistam-se para isso, seja só colocando o nome na lista ou “comprando tickets”. Vai de cada navio.

Até aí nada demais.

O notável foi que desde que o Presidente dos Estados Unidos Barak Obama assinou o fim da lei de 1994 que impedia que soldados abertamente homossexuais servissem às Forças Armadas em junho deste ano esta foi a primeira vez que o sorteio foi aberto a marinheiros de opção abertamente homesexual.

E após comprar tickets no valor de quase US$50,00 a Petty Officer (*) 2nd Class Marissa Gaeta, 23 anos, californiana de Placerville, desembarcou do e trocou um beijo na chuva com sua namorada a  Petty Officer 3rd Class Citlalic Snell, 22 anos, de Los Angeles.

Gaeta, usava o traje naval completo enquanto Snell jaqueta de couro e jeans. Ao beijarem-se a galera comemorou e acenou com bandeiras.

“É uma coisa nova com certeza”, Gaeta disse aos reporteres após o beijo. “É ótimo poder ser eu mesma”.

O Capitão do Oak Hill, David Bauer (será parente daquele outro Bauer?) comentou que o beijo de Gaeta e Snell foi quase como qualquer outro e que a reação da tripulação quando soube-se quem havia sido selecionado para o primeiro beijo foi positiva.

“Isso vai acontecer e a tripulação vai gostar. E nós vamos em frente e isso nãovai ofuscar as coisas maravilhosas que essa tripulação fez nos últimos três meses” disse Bauer.

O Oak Hill esteve 80 dias no mar na America Central onde a tripulação de mais de 300 oficiais e praças treinaram com militares de Honduras, Guatemala, Colombia e Panamá como parte da operação Partnership Station 2012.

Ambas as mulheres trabalham no controle de fogo, que mantém e operam os sistemas de armas nos navios. Elas encontraram-se na escola da marinha e foram companheiras de quarto, e já se encontravam havia dois anos, um período que foi dificil sobre a lei de 1994 Don´t ask Don´t tell revogada por Obama.

Um Porta voz da Marinha disse que esta é a primeira vez nos registros que um beijo entre marujos do mesmo sexo ocorre após o retorno de um navio. Os marinheiros compram tickets ao preço de US$ 1,00 para entrar no sorteio. Gaeta comprou 50 dólares em tickets. O dinheiro será usado para a festa de Natal para as crianças dos marinheiros.

Snell está baseada no USS Bainbridge (DDG 96), um destroyer (contra-torpedeiro) Aegis com mísseis guiados da classe Arleigh Burke que ajudou a resgatar o capitão Richard Phillups de piratas somalis em  2009.

Com informações do Portal G1 e da Associated Press via The Telegraph.

Tenho certeza que tem muita gente por ai que preferia ver uma imagem como o hitórico beijo do Marinheiro na Times Square comemorando o fim da Segunda Guerra Mundial (abaixo).

Quer saber, besteira! Se eles gostam deles e elas gostam delas o que VOCÊ tem com isso? O que deve importar é se na hora que a jiripoca pia se eles fazem bem ou não o seu papel, se são confiaveis! O resto é mimimi de gente que não tem  muito o que fazer.

Repito e afirmo: “O que é do gosto, regalo da vida.”

(*) Petty Officer equivale a Sargento-Ajudante.

by Righetto

dezembro 13th, 2011

O começo do fim do F-22 Raptor

Eis que o último F-22 Raptor de produção deixou a linha de montagem hoje. Mesmo que o avião ainda tenha anos de vida útil pela frente o seu “fim” já foi decretado.

É o que dá querer morder mais do que a boca consegue. Esta mais do que na hora de toda a indústria da aviação “por as mãos na consciência” e parar essa escalada descomunal de custos. O F-22 já foi, o F-35 não tá muito bem. No mercado civil também não é assim tão diferente…

Bah, e já ia me esquecendo de todo o mimimi que ainda envolve os drones/VANTs.

Fonte: FoxNews.

Last F-22 Raptor Rolls Off Assembly Line

By Jonathan Serrie

MARIETTA, Ga. – The final F-22 Raptor fighter jet rolled off the assembly line during a ceremony at the Lockheed Martin aircraft plant at Dobbins Air Reserve Base. The U.S. military is turning to the less costly F-35 Joint Strike Fighter to complement its operational fleet of 187 Raptors, amid concerns in Washington that the $153 million F-22 is too costly and too high-tech for its own good.

Although foreign governments have expressed interest in purchasing the F-22, Congress banned its sale overseas out of concerns that the technology it carries is too sensitive to share. While the aircraft’s supporters said such technology made the F-22 a formidable deterrent against emerging foreign powers, critics charged it was no longer needed in a post-Cold War environment — pointing out that no F-22 has seen combat in Iraq or Afghanistan.

The F-22′s official price tag of $153 million does not include research and development costs or retrofits and upgrades that were required to resolve a series of mechanical and software issues.

Although estimates are disputed, some critics say factoring in these additional expenses more than doubles the official cost of the plane.

Still, some members of Congress were reluctant to scrap the F-22 program because of the jobs it created.

F-22 production supports more than 900 jobs at Lockheed Martin’s assembly plant in suburban Atlanta. However, company officials expect the discontinuation of the F-22 product line to have a neutral impact on jobs because of other projects underway at the facility.

Lockheed Martin’s Marietta plant also produces C-130J military cargo planes, as well as installing wings on P-3 Orion aircraft and retrofitting huge C-5 transports.

Approximately 300 employees at the Georgia facility are building the center wing assembly for the F-35. And company officials say that number could increase to 1,000 as F-35 production ramps up.

by Righetto